09/02/2021 às 09h16min - Atualizada em 09/02/2021 às 09h16min

Fiocruz MS estuda saúde mental de profissionais que atuam no enfrentamento à pandemia

A pesquisa tem parceria com a instituição do Distrito Federal e colhe participações anônimas

Correio do Estado
Por ora, foram convidados somente profissionais da área da Saúde - Foto: Valdenir Rezende
Uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal lançou uma pesquisa para avaliar a saúde mental dos profissionais que atuam no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

A pesquisa leva o nome de "O Impacto dos transtornos mentais no trabalhador e no trabalho em saúde no contexto da pandemia de Covid-19" e estuda especificamente as duas áreas de aplicação.

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Para esta primeira fase da pesquisa estão sendo convidados médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas e farmacêuticos. A avaliação é feita de forma voluntária e anônima, por meio de um questionário online, que foi pensado em duas etapas.

Inicialmente o profissional voluntário deve responder questões sócio demográficas, clínicas e, posteriormente, sobre saúde mental.

A coleta dos dados servirá para a elaboração de um relatório que tratará do acometimento de transtornos mentais, como depressão, ansiedade e estresse, quem sabe, podendo identificar afastamentos ou absenteísmo (ausências habituais).

A pesquisa leva em consideração que, durante todo o período de enfrentamento ao novo Coronavírus, os pacientes infectados recebem 100% da atenção, porém, ainda assim, a saúde mental dos "salva-vidas" não pode ser desconsiderada.

Desta forma, o resultado será braço para construção de estratégias sanitárias que entendam e tratem as complicações dos profissionais envolvidos no contexto da pandemia, com monitoramento dos grupos com maior probabilidade de desenvolver sofrimento mental, daí a disponibilizar intervenções psicossociais em tempo hábil.

Embasando-se em proporções a longo prazo, as medidas são brecha para orientações em futuras pandemias.

Em relação aos condutores da pesquisa, estão à frente pesquisadores da Fiocruz local e de Brasília, com a parceria da Escola de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (ESP/MS), da Universidade Federal do estado (UFMS) e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

A iniciativa também apoiada pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MS).

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