29/12/2020 às 09h29min - Atualizada em 29/12/2020 às 09h29min

VÍDEO: imagens que seriam de dentro da Máxima mostram ‘chuva’ de objetos sendo arremessados

Agepen confirma situação e diz que arredores do presídio possibilitam grande trânsito de pessoas

MidiaMax
Objetos são arremessados para dentro da Máxima (Imagens: Leitor Midiamax)
Um Vídeo mostra uma “chuva” de objetos sendo arremessados para dentro do Estabelecimento Penal de Jair Ferreira de Carvalho, o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. Local é destinado para presos condenados do sexo masculino, que cumprem pena em regime fechado.

Nos quase três minutos de vídeo é possível ver dezenas de objetos “voando” para dentro do estabelecimento penal. Não há como identificar o que está sendo arremessado do lado de fora, mas os detentos que estão em um quadra do local fazem a receptação deles do lado de dentro.


Não há como identificar quando o vídeo foi gravado, mas nota-se que chovia no momento. O vídeo chegou até a redação do Jornal Midiamax, nesta segunda-feira (28), através do WhatsApp (67) 99207-4330, canal aberto para os leitores, e após breve conversa, o contato bloqueou e apagou as mensagens enviadas pelo aplicativo.

Procurada, a assessoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que gerencia o sistema prisional em Mato Grosso do Sul, confirmou que, pelas imagens, se trata do Presídio de Segurança Máxima e que “devido ao crescimento urbano e a falta de uma área de isolamento do presídio quando foi construído, hoje ele está localizado de forma que possibilita o grande trânsito de pessoas no arredores da unidade prisional, o que facilita a estratégia de arremessos de ilícitos para dentro da unidade prisional”.

Segundo nota, a Agepen informou tem buscado estratégias para identificar e coibir os arremessos, em conjunto com a Polícia Militar, que é a responsável pela guarda das muralhas das penitenciárias do complexo do Jardim Noroeste.

Somente na semana passada, foram interceptados pelos agentes 17kg de maconha e 22 gramas de cocaína arremessados. Conforme dados da Agepen, são interceptados, em média, cerca de 40 celulares arremessados por mês, entre outros materiais proibidos, como fermento utilizado na fabricação de bebidas artesanais, e até mesmo carnes embaladas a vácuo e bebidas alcoólicas.

Esse objetos, muitas vezes são apreendidos pelo agentes antes de chegarem aos internos e, além disso, as celas e demais espaços são vistoriados em busca de ilícitos.

Obras no presídio
A Agepen também informou que uma obra no presídio, já com recurso aprovado e que será executada pela Agesul, está programada. Entre as melhorias previstas estão barreiras de contenção que dificultarão esses arremessos.

As obras deverão ter início assim que a Penitenciária da Gameleira (unidade 2) for ativada, para que possibililite a remoção de internos e esvaziamento de parte da penitenciária para a execução dos trabalhos.

Além disso, o órgão informou que tem adotado medidas para coibir uso de celulares e outros ilícitos nos presídios de MS, como instalação de raio-x corporal e raio-x em esteira para inspeção de objetos.

Além disso, para ajudar a interceptar arremessos de ilícitos, sistemas de câmeras vêm sendo instalados em pontos estratégicos das penitenciárias para contribuir com o trabalho de vigilância dos agentes.
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