30/11/2020 às 08h43min - Atualizada em 30/11/2020 às 08h43min

Com aproximação do verão, especialista explica relação do calor com o Coronavírus

Número de casos da doença aumentam em períodos de calor devido à maior aglomeração de pessoas em piscinas e bares

Correio do estado
Com alta temperatura, população se aglomera em parque da Capital - Valdenir Rezende
Após oito meses de pandemia, especialistas constataram que calor não tem relação com a contaminação do Coronavírus e sim com o comportamento da população em épocas mais quentes. 

Com temperaturas em alta em Mato Grosso do Sul, que podem crescer com aproximação do verão, algumas pessoas estão deixando de usar máscaras ou se expondo em parques e bares.

A infectologista do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), Priscila Alexandrino, explica que no início dos casos de Coronavírus, cientistas já previam que a relação do calor em matar ou diminuir a transmissão da doença era baixa. A não influência foi confirmada com taxa altas de contágio no Brasil, país tipicamente quente.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o terceiro país com maior número de casos confirmados da doença e já soma 6.238.350 milhões de casos. O país está atrás apenas dos Estados Unidos, cerca de 12 milhões e da índia, com 9 milhões. 

Já no número de mortes totais pelo Coronavírus, o Brasil está na segunda posição, com 171.974 mil óbitos. Em primeiro lugar também está os Estados Unidos, que registrou 262 mil mortes. 

Alexandrino detalha que com o calor as pessoas tendem a se aglomerar mais em locais como piscinas ou bares, resultando no aumento no número de casos. 

“Sempre os ambientes abertos são melhores, os ambientes fechados são piores para a transmissibilidade do vírus, mas de qualquer forma onde há muitas pessoas juntas a chance do vírus ser transmitido é muito maior”, detalha.

Segundo a infectologista, se as pessoas não se preocuparem com as regras de biossegurança e mantiverem as aglomerações atuais, com feriados nos próximos meses o número de casos vai aumentar fortemente. 

“Principalmente porque as pessoas começam a viajar, tiram férias como se nada tivesse acontecendo. É possível, independente do verão ou não um aumento no número de casos”, afirma.

Boletim

De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), publicado neste domingo (29), em 24 horas Mato Grosso do Sul registrou 758 novos casos de Covid-19 e nove mortes. 

Campo Grande continua sendo epicentro das infecções no Estado, com 414 exames positivos nas últimas 24 horas. Os municípios mais afetados são: Dourados, com 83 novos casos, Corumbá com 29, Fátima do Sul e Maracaju, que registraram 20 novos positivos cada.

Do total de mortes, seis ocorreram na Capital, Rio Verde de Mato Grosso, Nova Andradina e Corumbá notificaram um óbito cada município. 

Mato Grosso do Sul já possui 98.363 casos confirmados de Coronavírus, em que 1.766 pacientes morreram. Em isolamento domiciliar encontram-se 9.987 doentes. Há ainda 464 pessoas internadas, 186 em leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) e 278 em leitos clínicos.

Campo Grande possui taxa de 89% de ocupação dos leitos públicos, Dourados 51%, Três Lagoas 48% e Corumbá 80%.
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