01/06/2020 às 10h30min - Atualizada em 01/06/2020 às 10h30min

Até pistoleiros de MS na lista dos mais procurados do Brasil conseguiram auxílio emergencial

Fugitivos aparecem numa lista escandalosa: a dos onze criminosos mais procurados do País que receberam auxílio de R$ 600

MidiaMax

Dos 22 criminosos mais procurados do Brasil segundo o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), 11 tiveram acesso ao auxílio emergencial do governo aprovado. Três deles são de Mato Grosso do Sul, Fábio Costa, o Pingo, Leomar Oliveira Barbosa, o Leozinho, e Juanil Miranda Lima, que deve ser incluído na lista vermelha da Interpol.

Destinado a pessoas que foram prejudicadas financeiramente pela pandemia do coronavírus, o auxílio emergencial acabou beneficiando criminosos. A intenção era de que os R$ 600 disponibilizados pelo governo, deveriam auxiliar na renda de trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados.

A divulgação foi feita pelo Fantástico após consulta com os dados dos 22 mais procurados do país. Foram 11 os que tiveram o auxílio emergencial aprovado, entre eles Fábio Costa, o Pingo, ou Japonês, ex-policial militar do Mato Grosso do Sul, suspeito de corromper agentes públicos. Pingo foi preso em 2011 pela Polícia Federal na Operação Marco 334, deflagrada para desarticular uma quadrilha de contrabandistas de cigarro.

Ele é suspeito de ter participado de um ataque à casa de um inspetor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em 2017, após a apreensão de uma carga de cigarros contrabandeados avaliada em R$ 14 milhões. Também teve acesso ao auxílio Leomar Oliveira Barbosa, o Leozinho ou Playboy. Nascido em Ponta Porã, ele é considerado braço direito de Fernandinho Beira-Mar.

Leozinho é apontado como membro do Comando Vermelho e é acusado de ser um dos operadores da Conexão Atibaia, onde era um dos responsáveis pela logística de operações envolvendo o envio de cocaína do Paraguai para um aeroclube em Atibaia (SP). Ele foi solto indevidamente do Presídio Estadual de Formosa em 2018, após o cumprimento de um Alvará de Soltura da Vara da Justiça Federal em Goiás e desde então está foragido.

O terceiro foragido que teve o auxílio concedido foi Juanil Miranda, investigado no âmbito da Operação Omertà, por suspeita de ligação com milícia supostamente comandada por empresários que hoje estão detidos no Presídio Federal de Mossoró (RN). Para o MJSP, ele seria integrante de milícia ligada ao jogo do bicho. Ele foi denunciado, apontado como um dos pistoleiros responsáveis pela morte de Matheus Coutinho Xavier.

Na última semana foram realizadas audiências sobre o caso. Juanil também é investigado pela morte de Orlando da Silva Fernandes, o Bomba, ex-chefe de segurança de Jorge Rafaat Toumani. Recentemente, o nome dele foi cogitado para ser incluído na lista vermelha da Interpol, passando assim a ser procurado

 

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