02/01/2020 às 14h58min - Atualizada em 04/01/2020 às 13h56min

Verão pode trazer sérias consequências para a saúde de idosos

O geriatra Marcelo Levites, diretor da Sobramfa - Educação Médica e Humanismo, explica por que o calor excessivo faz tão mal aos idosos e diz o que fazer para evitar o comprometimento da saúde durante a estação mais quente do ano.

DINO
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O verão é uma das estações mais comemoradas por pessoas do mundo todo, justamente por ser associado a sol, lazer ao ar livre e alegria. Mas ele não é assim tão "bonzinho" para quem está na terceira ou quarta idade. De acordo com Marcelo Levites, geriatra e diretor da Sobramfa - Educação Médica & Humanismo, os efeitos deletérios das temperaturas elevadas, somadas a uma qualidade de ar ruim, podem ser devastadores para os idosos. "Calor excessivo não é inofensivo para ninguém, mas quem mais sofre é o grupo com mais de 65 anos".

Levites diz que a hipertermia é responsável por um expressivo aumento de internações nesta época do ano, especialmente de idosos - que normalmente têm uma transpiração menos eficaz por conta do processo de envelhecimento. "Pacientes que já tratam de hipertensão, doenças renais, de pulmões e coração são muito mais suscetíveis ao calor. Outros grupos de risco incluem pessoas muito acima ou abaixo do peso ideal, que fazem uso de diuréticos, sedativos, tranquilizantes e reguladores de pressão, entre outros. Sob calor extremo, o corpo tem de trabalhar muito mais para manter a temperatura interna em padrões saudáveis. Sendo assim, os idosos têm risco aumentado para insolação, cãibras, exaustão e até mesmo infarto e derrame (AVC)".

Nesta época do ano, segundo o médico, o ideal é manter os idosos num ambiente fresco e arejado, longe do sol. A ingestão de líquidos é altamente recomendada, com exceção de bebidas alcoólicas e cafeínas. "Muitos pacientes acreditam que já ingerem quantidade suficiente de água quando tomam seus medicamentos. Isto não é verdade! Então, o melhor é aumentar a oferta de água e chás gelados ao longo do dia - além de alimentos que contêm alto teor de água, como tomate, cenoura, melancia, melão, maçã, abacaxi, verduras e água de coco".

De acordo com o especialista, saber identificar quando uma pessoa está sendo afetada pelo calor extremo pode ajudar a salvar uma vida. É preciso estar atento se o idoso apresenta algum tipo de fraqueza, tontura ou confusão mental. Mal-estar, náuseas e dores no estômago, braços e pernas também devem ser acompanhados de perto - assim como alterações no ritmo da respiração.

De acordo com o National Institute on Aging, nos Estados Unidos, idosos que não têm acesso a ambientes com ar-condicionado ou até mesmo ventiladores e umidificadores de ambientes estão correndo maior risco. Nestes casos, o ideal é que familiares e cuidadores façam o possível para que eles passem o dia em locais públicos que tenham essa condição ideal, como shopping centers, cinemas, livrarias - sempre evitando estar ao ar livre entre 12h e 18h. Idosos com algum tipo de demência, como Alzheimer, merecem ainda mais atenção, já que podem não estar aptos a descrever sintomas de mal-estar. "Ondas de calor matam pessoas no mundo todo e não é diferente no Brasil. Portanto, é preciso estar muito atento aos idosos nesta época do ano", afirma Levites.

MAIS SOBRE A SOBRAMFA

A SOBRAMFA nasceu em 1992, como Sociedade Brasileira de Medicina de Família - sendo a primeira iniciativa nesse sentido, quando os brasileiros sequer tinham ouvido falar em "Medicina de Família". Diante das transformações que se desenharam nos anos seguintes e, principalmente, da demanda por uma Medicina realmente centrada no paciente, sua vocação nas áreas educacional e assistencial levou à consolidação de dois braços distintos:

SOBRAMFA Soluções em Saúde - que realiza cuidados continuados a cerca de 14 mil pacientes dos hospitais IGESP, Santa Cruz, São Cristóvão e 9 de Julho, além de 600 pacientes de flats especializados no atendimento ao idoso;

SOBRAMFA Educação Médica & Humanismo - considerado um dos melhores lugares para se fazer estágio em Medicina e importante referência nos cursos de capacitação de Medicina Humanista - estabelecendo, inclusive, a metodologia científica e a base adequada para a prática da Medicina de Família.

Estudantes do primeiro ao sexto ano da faculdade de Medicina estão aptos a ingressar nos estágios da SOBRAMFA. Além do aspecto teórico, a oportunidade de vivenciar a parte prática dos atendimentos resulta numa experiência de altíssimo valor. Os alunos são convidados a acompanhar toda a rotina dos médicos orientadores e aprender mais detidamente sobre o que é ser um médico de referência.

Cursos de capacitação para médicos são outro destaque da marca. O objetivo é que médicos aprendam a conciliar Medicina baseada em evidências com Medicina Humanista. O curso prático tem dois módulos de imersão: o básico, realizado em apenas uma semana, e o estendido, com duração de quinze dias. Os dois são destinados a profissionais em atuação e podem ser personalizados de acordo com interesses específicos. O objetivo é otimizar o desempenho profissional de médicos que trabalham com prevenção, atenção primária, pacientes crônicos e de alta complexidade, além de cuidados paliativos. 

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