24/10/2019 às 08h49min - Atualizada em 24/10/2019 às 08h49min

Por suspeita de fraude nas eleições, grupo bloqueia fronteira entre Brasil e Bolívia

Manifestantes exigem segundo turno na disputa entre Evo Morales e Carlos Mesa

Correio do Estado
Manifestantes colocaram um caminhão e galhos para bloquear o tráfego de veículos - Foto: Leonardo Cabral/Diário Corumbaense
A fronteira entre o Brasil e a Bolívia em Corumbá, a 429 quilômetros de Campo Grande, está bloqueada desde a noite de segunda-feira (22) em protesto diante da suspeita de fraude na eleição presidencial do país vizinho.

Segundo informações do Diário Corumbaense, um caminhão e pedaços de madera foram colocados na ponte para impedir o acesso de veículos.

O presidente do Comitê Cívico de Puerto Quijarro, Marcelito Moreira, disse que o comércio também vai aderir à manifestação e fechará as portas durante a tarde. As lojas abriram até o meio-dia para que a população pudesse estocar alimentos, já que não há previsão para o fim da manifestação.

Problemas – Evo Morales concorre à reeleição pelo MAS (Partido para o Movimento Socialismo) contra Carlos Mesa pelo CC (Centro de Ciudadana). Quando a apuração começou, havia a possibilidade de segundo turno no pleito. Porém, a contagem dos votos foi interrompida pelo Tribunal Supremo Eleitoral durante 24 horas.

Quando recomeçou, mostrava o atual presidente em vias de ser eleito, o que pelas regras do país vizinho acontece quando um candidato tem 50% dos votos mais ou acima de 40% da preferência com dez pontos de vantagem sobre o adversário.

“Exigimos que o nosso voto seja respeitado. No início da apuração dos votos, tínhamos quase 95% de chance do segundo turno, e por causa de uma pausa do Tribunal Supremo Eleitoral pelo tempo de quase 24h, ao retornar, mostrava outra situação. Isso nos dá plena clareza que sim, houve fraude, uma manipulação na contagem dos votos”, disse ao Diário Corumbaense a presidente do Comitê Cívico Feminino de Puerto Quijarro, Rosário Hurtado de Gallardo.

O grupo garante que aceitará a derrota caso Evo vença no segundo turno, mas cobra transparência no processo eleitoral e afirma que só vai encerrar o protesto quando o órgão eleitoral boliviano autorizar o segundo turno.
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